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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Petrobras assina protocolo de intenção para adoção de formatos abertos


A Petrobras deu mais um importante passo na adoção de software livre com a assinatura do Protocolo Público de Intenção Para Adoção de Formatos Abertos de Documentos.

O documento, conhecido como Protocolo de Brasília, tem o intuito de firmar compromisso entre as organizações ligadas ao Governo Federal para a utilização do formato ODF (Formato Aberto de Documentos) como padrão de documentos internos e para a troca com demais signatários do protocolo. Para a TIC (Tecnologia da Informação e Telecomunicações), foi a confirmação do caminho que vem sendo trilhado com as adoções do Firefox e BrOffice.org.

”Um dos vetores é termos uma alternativa robusta para seguir por um caminho livre, com menor dependência de fornecedores. Essa iniciativa deveria abranger não apenas as empresas ligadas ao Governo, mas a própria iniciativa privada brasileira”, acredita o Gerente Executivo José Carlos da Fonseca.

Também já assinaram o protocolo a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, os Correios e o SERPRO, entre outros. "Estiveram presentes à assinatura do protocolo (da esquerda para direita): Marcelo Estellita, Gerente Geral de Infraestrutura de TIC; José Carlos da Fonseca, Gerente Executivo de TIC; Paulo Maia da Costa, da Caixa Econômica Federal; e Antonio Carlos de Faria, Gerente de Serviços de Computação Distribuída."

Foto: Marcela de Genaro
Fonte: Petrobras

Tema 12 – Equinox Radiance


Normalmente na comunidade Ubuntu é normal um programa estar constantemente a ser melhorado, tais melhoramentos podem passar por simples optimizações ao código fonte ou mesmo mudanças drásticas a partir do programa original e podem, ainda, ser aplicadas também no visual para que a interface seja melhorada. Os temas não ficam aquém desta peculiaridade, sendo eles também melhorados para uma melhor utlização. Nesse sentido apresento o Equinox Radiance, uma variação agradável do já falado Radiance que será o tema do novo Ubuntu 10.04 Lucid Lynx.

Tema 12 – Equinox Radiance

Ubuntu One Phone Sync

Acabou de sair o Ubuntu One Phone Sync, mais uma utilidade para as já existentes do Ubuntu One, o Ubuntu na nuvem. Já pensou ter sua agenda de números onde quiser? Perdeu o celular ou mudou e isso não ser mais problema? Pois é, achei super interessante e acabei de testar, e funcionou!
Teste os contatos, as notas e calendário ainda não deve ser testado.

http://andregondim.eti.br/?p=1668
Postada por: André Gondim, andregondim@SEM_SPAM.ubuntu.com

Usuário europeu de PS3 recebe compensação financeira por não poder mais usar Linux


Algumas fontes que consultei chamam a notícia de rumor não confirmado, enquanto outros a afirmam como fato. O Gamer.Blorge tem um resumo e links para mais informações – inclusive sobre a norma europeia de proteção ao consumidor que teria sido usada para pedir o reembolso parcial, sem devolução da mercadoria.
Enviado por Estevam Moreira (estevamΘgmail·com):
“Baseado em uma lei aprovada pelo parlamento europeu em 2002 o usuário recebeu US$100 da loja online Amazon por seu cliente não poder usar mais o produto com todas as funcionalidades que comprou.” [referência: rebelion.org]

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Operações financeiras automatizadas com o Marketcetera



    Automated trading using Marketcetera

    Autor original: Jake Edge
    Publicado originalmente no: 
    lwn.net
    Tradução: Roberto Bechtlufft 

    logo
    logo
    Embora o Linux e o software livre tenham encontrado um lar nos computadores de bolsas de valores ao redor do mundo e de empresas que lidam com o setor financeiro, a maior parte do código executado nesses sistemas é proprietário. As empresas do setor financeiro não estão lá muito interessadas em compartilhar suas estratégias secretas de negócios com suas concorrentes. Mas a maior parte do código de base, que envolve a comunicação com sistemas de corretagem para compra e venda de ações e outros instrumentos financeiros, não necessariamente precisa ser um segredo. AMarketcetera, uma startup de São Francisco, está aplicando princípios de software livre à sua plataforma de operações financeiras para que mais organizações, especialmente as menores e menos abastadas, possam ter acesso aos mesmos canais de operações algorítmicas usados pelas empresas de maior porte.
    photon-sm
    Interface gráfica do Marketcetera Photon
    Anunciado em janeiro de 2009, o Marketcetera Automated Trading Platform (ou MATP) é um sistema licenciado sob a GPLv2 para usar dados do mercado financeiro como entrada e produzir ordens de compra e venda como saída. No meio disso tudo, "mecanismos de estratégia" podem ser usados para decidir no que devem consistir essas ordens de compra e venda e a quais corretores encaminhá-las. Há um módulo sofisticado de "análise de sinais" que filtra e analiza o fluxo de dados de entrada de informações relacionadas ao mercado (oferta, preço mínimo, operações executadas etc). Essas informações são usadas pelas estratégias. Um servidor de encaminhamento de ordens de compra e venda cuida da comunicação bidirecional com os corretores. Além disso, essas ordens e o resultado delas são armazenados em um banco de dados MySQL para fins de registro.
    De modo geral, trata-se de um aplicativo Java bastante complexo com várias partes móveis, das quais muitas exigem interação com organizações externas (e algumas dessas organizações são muito criteriosas na escolha de seus contatos). O MATP usa o protocolo FIX de troca de informações financeiras para obter dados do mercado e enviar e receber informações sobre ordens de compra e venda. Com isso, os usuários podem se conectar a quaisquer serviços e corretores que usem o FIX, mas como sempre há uma pegadinha: geralmente essas organizações exigem que o conector FIX seja certificado antes de permitirem que ordens de compra e venda entrem em seus sistemas.
    Os usuários podem cuidar disso (eu suponho que seja um processo um pouco caro), ou podem acessar conectores "pré-certificados" como parte do contrato de suporte da Marketcetera. Como muitas empresas de software livre, o modelo de negócios da Marketcetera é focado no suporte e na consultoria. Além disso, há uma estratégia de "núcleo aberto", com "extras" que podem ser adquiridos e que rodam sobre o núcleo, incluindo os conectores FIX e vários adaptadores de dados do mercado.
    Mas o núcleo por si só já consiste em uma grande quantidade de texto, com funcionalidade bastante significativa. Não é exatamente um sistema que você possa pegar e usar direto, porque cada usuário tem suas necessidades individuais. A empresa parece compreender os benefícios do software livre e de código aberto, destacando-os em seu FAQ. Evitar que o consumidor fique preso a um fornecedor específico é parte essencial dessa mentalidade, como descreve o diretor de gerenciamento, Roy Agostino:
      Acreditamos que o código aberto acelera a adoção de nosso software. A maioria das empresas tem um monte de sistemas em suas lojas, e elas estão sempre tendo problemas com tecnologia que não foi criada com base em padrões abertos, APIs abertas etc. Elas têm uma preocupação extra com a incapacidade crônica de obter recursos de fornecedores proprietários para realizar alterações necessárias dentro dos prazos que precisam cumprir. O código aberto muda esses paradigmas, e apresenta ao consumidores uma alternativa aberta e com um custo inicial bem menor, dando a eles a flexibilidade de realizar as alterações necessárias por conta própria, ou de recorrer a um parceiro confiável capaz de fazer isso.
    Obviamente, também existe o aspecto comunitário do software livre. A Marketcetera tem um domínio especial (marketcetera.org) para abrigar seu portal comunitário. Infelizmente, a maior parte das informações disponíveis no portal exige que o usuário faça login após se registrar no site. Eu não acho que isso ajude a promover a comunidade.
    No portal, os visitantes que estiverem logados vão encontrar documentação para usuários e desenvolvedores, um fórum de suporte, tracker de bugs e recursos e coisas do gênero, além do Marketcetera Open Labs. O MOL é um site no estilo do Sourceforge para que membros da comunidade comecem projetos relacionados a "extensões da plataforma, módulos, novos componentes, tutoriais não oficiais" e por aí vai. Vários projetos, como adaptadores de dados de mercado em CSV, módulos de gráficos, autoração de estratégias e outros já foram iniciados no MOL.
    Para quem quiser contribuir com o núcleo do programa, a Marketcetera tem um acordo de contribuição baseado no contrato do MySQL. Ele exige a transferência dos direitos autorais do código à Marketcetera e o recebimento de uma "licença ampla para reutilização e distribuição de sua contribuição". Ele exige ainda a concessão de uma licença de patentes à empresa e a seus usuários abrangendo eventuais patentes de posse do contribuidor que estejam presentes nessa contribuição. Há uma página quedescreve algumas sugestões de aspectos a serem trabalhados e que traz instruções quanto à logística da distribuição do código.
    A instalação é bem direta, embora não muito bem integrada ao Linux. Para começar, você deve estar logado para ter acesso ao software, que vem em um arquivo tar de 220 MB. E ele contém um único shell script com 220 MB. Isso parece ser uma tradição na instalação de programas em Java: o código do Marketcetera embute o JRE e o MySQL na instalação. O instalador dá uma reclamadinha se não estiver sendo rodado no Ubuntu 8.04, no qual foi testado, mas parece que tudo correu bem na instalação que fiz no Fedora 12, já que não há muitas dependências externas.
    Há dois downloads disponíveis, os componentes de servidor descritos acima e a interface Photon GUI para a entrada de ordens de compra e venda e autoração de estratégias. O Photon é baseado na plataforma Eclipse RPC, e quem já usou o Eclipse vai se sentir em casa. Ele vem em um pacote tar mais tradicional, mas que ainda assim tem 75 MB. A plataforma RPC foi escolhida ao menos em parte porque o Photon permite o desenvolvimento de estratégias em Java e em Ruby, e essas estratégias podem ser testadas pela interface gráfica.
    O Photon também tem recursos para a entrada de ordens de compra e venda, de modo que negociações iniciadas pelos usuários (e não pelas estratégias) possam ser incluídas. Os dados de mercado podem ser obtidos, filtrados e exibidos de várias maneiras. Há um componente de navegador web para que você acesse sites financeiros (dentre outros). Pelo Photon, também é possível obter informações sobre operações diretamente do banco de dados. O Photon é essencialmente um painel de controle de todo o sistema.
    É claro que este é um projeto voltado para um nicho, mas esse é um nicho de uma indústria bem grande — ao menos pelo que indicam os lucros. As operações algorítimicas e de alta frequência estão prevalecendo cada vez mais, e reduzir as barreiras de entrada vai fazer com que cada vez mais empresas (e também empresas de menor porte) se envolvam nisso. Dado o caos financeiro ocorrido recentemente, talvez isso não seja necessariamente algo bom, mas manter essas ferramentas nas mãos daqueles que eram "grandes demais para fracassar" também não ajudou muito.
    Créditos a Jake Edge - lwn.net
    Tradução por Roberto Bechtlufft 

Ubuntu 10.04: download e as novidades


O lançamento do Ubuntu 10.04 está previsto para daqui a cerca de 3 semanas, e os entusiastas têm enviado um fluxo contínuo de matérias interessantes sobre o que está por vir. Se você quiser testar o Beta 2 e tirar suas próprias conclusões, faça o download e fique à vontade, lembrando que o beta é para ser instalado por quem deseja experimentar ou mesmo contribuir com o processo de desenvolvimento, e não para substituir versões de produção.
Entre as matérias da imprensa que mais me chamaram a atenção está esta da inglesa PC Pro, bem humorada (falando das expectativas dos fãs do Ubuntu e do desinteresse que o pessoal do Windows e Mac tipicamente tem sobre o assunto), mas elogiando a estratégia da Canoncal de oferecer uma boa escada e a tentação de dar ao pessoal acostumado aos desktops proprietários algo que possa os tentar a subir nela para dar uma espiada no outro lado.

Esta lista dos 5 melhores pontos do Ubuntu 10.04 também é interessante, e eu concordo com o autor sobre a presença de um manual merecer fazer parte desta lista. Quando eu era usuário de SUSE (na época ainda se chamava S.u.S.E.) ele vinha com um nada reduzido manual impresso, e eu realmente lia antes de instalar, sem nunca me arrepender. O do Ubuntu não será impresso (novos tempos), mas a idéia de um manual consolidado para a distribuição, e não apenas uma coletanea das documentações dos pacotes, me agrada muito.

Esta matéria do The Register também me chamou a atenção, não apenas por destacar várias novidades da versão, mas por usar uma classificação interessante ao dizer que o Ubuntu está mais ‘consumer oriented’. Também vejo assim, e acredito que esta aproximação em direção a um contingente maior de consumidores de informática inevitavelmente afastará alguns usuários mais geeks que realmente só ficarão satisfeitos com uma distribuição que lhes ofereça outras qualidades – especialmente as que permitam a agradável sensação de escovar bits nos arquivos de configuração.

Para completar, uma opinião pessoal sobre os novos temas. Vi bastante rejeição estética a eles em diversas discussões, mas posso afirmar, tendo instalado o beta 1, que minha opinião é positiva: achei bem mais bonito que o tema clássico, e os botões posicionados à esquerda da janela em nada me atrapalharam.

Mozilla lança Firefox Lorentz para isolar travamentos de plugins



Firefox (Windows e Linux): A Mozilla lançou a versão beta do Firefox Lorentz, uma atualização para o Firefox anunciada este ano. O Lorentz traz para o Firefox isolamento de processos semelhante ao encontrado no Google Chrome, para evitar que o travamento de um plugin derrube todo o navegador.
Se você mudou para o Google Chrome, você já conhece o isolamento de processos. No Lorentz, quando um plugin trava, você recebe uma mensagem de erro (vista acima) em vez de ver o navegador reagindo devagar.
Hoje, os únicos plugins colocados por padrão no isolamento do Lorentz são o QuickTime, o Flash e o Silverlight. Vale ressaltar que o Lorentz atualmente não isola extensões (como faz o Chrome), apenas plugins. As configurações-padrão cobrem os plugins com os quais as pessoas têm mais problemas, mas se você precisar adicionar um plugin à lista, basta seguir esta dica do blog Mozilla Links:
Por exemplo, para colocar o plugin do Adobe Reader em um processo próprio, crie uma preferência booleana no about:config, dê o nome de dom.ipc.plugins.enabled.nppdf32.dll, escolha a opção "true", e reinicie. Para Java, o nome da preferência é dom.ipc.plugins.enabled.npjp2.dll. Você só precisa saber o nome da biblioteca (que você obtém em about:plugins), e criar a preferência de acordo. Da mesma forma, você pode desativar o OOPP para plugins específicos (mesmo os ativados por padrão) escolhendo a opção "false" nas respectivas preferências.
O Lorentz está em beta e a única grande mudança em relação à versão atual do Firefox — apesar de ser enorme! — é a inclusão do isolamento de plugins (mas extensões não são isoladas em um processo próprio). Nós não tivemos problemas de instabilidade usando-o no Windows 7, e os processos separados para cada instância dos plugins restritos com certeza tornou a navegação mais agradável. Você pode fazer o download do Firefox Lorentz para Windows ou Linux neste link: [Firefox Lorentz via Mozilla Links]